Final de ano. O trânsito parece que está pior. Tenho levado quase 3 horas na viagem de ônibus de Campo Grande para o Centro. Em época de férias escolares, que ainda não chegaram, fica uma beleza!
Agora estou tentando, pelo menos de vez em quando, viajar de trem. É desconfortável, pois, além de ser um trabalho hercúleo tentar sentar, ele ainda vai, invariavelmente, cheio; daquele jeito que, em certos momentos, quem está em pé perde um pouco o equilíbrio. Outro problema é o sono durante o expediente de trabalho pra quem está acostumado a tirar um cochilo no ônibus, onde é possível sentar. Mas, por outro lado, o tempo de viagem de trem é bem menor. O parador leva, em média, 1 hora e 15 minutos.
O Rio qualquer hora vai "travar"! Quanto será que se perde, em termos econômicos (e ambientais), por dia de quilômetros de engarrafamentos? São pessoas ociosas, veículos que poderiam estar entregando mercadorias em seus destinos com maior frequência ou prestando socorro mais rápido a quem necessita de atendimento médico, aumento de emissão de gases poluentes etc.
No curto prazo, a indústria automobilística agradece. Mas será que vai ser sempre vantajoso andar de carro? Será que esse mercado vai sempre prosperar? Tenho minhas dúvidas. Vislumbro um colapso que irá modificar a forma de encarar a utilização dos automóveis. As caminhadas e os meios de transporte como bicicletas e motos serão mais valorizados.
Vários são os fatores que podem contribuir para isso. Entre eles, o constante aumento da poluição das cidades, os engarrafamentos, o crescimento da consciência da necessidade de se ter uma vida saudável, privilegiando, principalmente, os exercícios. E isso provocará um repensamento das formas de encarar o trabalho, privilegiando o trabalho local em detrimento dos movimentos pendulares diários de deslocamento entre subúrbio e Centro.

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